terça-feira, 18 de novembro de 2008

Disturbia


I woke up in hell, for I dreamt of the devil.


(pelo menos estava quentinho!)

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sábado, 15 de novembro de 2008

Please hug me, don't eat me



Hoje vi dois cabrititos acabados de sair da barriga da mãe. Mal se punham de pé, já a quererem mamar. E a cabra a lambê-los...
Foi lindo.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ground 0



Não há decisões racionais. Não é possível pôr tudo e todos que nos rodeia, de lado. Não dá para ver o quadro branco apenas, não dá para pensarmos apenas em nós, mesmo que esteja em jogo "o resto da vida". Que, ao final de contas, é o que acaba por estar sempre em jogo. Mas bem, lá tentamos tirar tudo e todos da cabeça, ouvimos conselhos de um lado, tentamos conhecer as opções disponíveis, pomos tudo dentro da cabeça, pensamos nisto e naquilo, shake it shake it e, voilá!, somos presenteados com uma direcção, com um "é aquilo que eu quero". Mas este "aquilo que eu quero" não é independente de tudo e de todos que nos rodeia. O quadro jamais é branco, vemo-lo pintado como queremos... não fossemos daltónicos, tudo estaria bem. Pensamos que tudo é luz e claridade e vermelho e quente, e "é aquilo que eu quero" para juntar a tudo o sou e a tudo/todos que "tenho", pensamos que tudo é claro quando afinal, visto de fora, as cores perderam o brilho e o calor... somos forçados a acordar e ver um mundo mais cinzento, mais chuvoso, "aquilo que eu quero" não se encaixa aqui, precisa de mais cores, mais brilho, mais luz!, apaga-se a estrela que temos por referência e ficamos desorientados, com "aquilo que pensava querer mas agora já nem sei nem me importa", com uma tela vazia e molhada.
Valha-nos algumas pinceladas mais quentes de quem sabíamos lá estar e se revelou, valha-nos o aconchego de quem nos seca a chuva lacrimal e dá um abraço de força, valha-nos quem valha a pena.
Vai ganhando nova força aquilo que pensávamos querer, até de facto o querermos - uns dias mais outros menos, assim somos, desassossegados e insatisfeitos - até o querermos por nós e para nós, para a nova tela que há-de ser pintada e vista por olhos míopes mas não daltónicos, com cores e texturas de todos os tamanhos, feitios e temperaturas, agradável para o artista e para as estrelas que nos vão aquecendo o corpo e dando alento à alma. O quadro vai-se pintando, bem sei... por enquanto, é branco e vazio de mim demais para deixar alguém tocar-lhe, que não eu.

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sábado, 8 de novembro de 2008

Abre-olhos




Saber ler, saber escrever, compreender o que se lê e o que se escreve, saber somar, dividir.
Saber falar, calar, respeitar.
Saber ocupar o devido lugar.
Saber reconhecer os papéis destinados a uns e outros.
Saber ensinar, saber falar, saber ouvir. Saber respeitar, saber aprender.


Saber lutar. Saber levantar a voz se para ser ouvido for necessário. (Vozes do céu não chegam ao burro...)

Será que o povinho sabe ouvir, compreender, respeitar? Saberá VER? Acredito que sim. Acredito que muitos, sim. Acredito que as coisas inadmissíveis que têm sido feitas vão, irremediavelmente, consumir-se a si próprias e consumir as putas e os filhos que as pariram.


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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Wide awake


O sonho é a pior das cocaínas, porque é a mais natural de todas. Assim se insinua nos hábitos com a facilidade que uma das outras não tem, se prova sem querer, como um veneno dado. Não dói, não descora, não abate - mas a alma que dele usa fica incurável, porque não há maneira de se separar do seu veneno, que é ela mesma.

FP/BS, Livro do desassossego
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Mais de nada


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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

In tha house!


May the force be with you. Oooooh yeah!

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